The Latin Recording Academy
ImprensaA esta altura isto não deve ser uma surpresa para ninguém no negócio da música, mas o Recording Industry in Numbers 2010 (A Indústria da Música nos seus Números 2010), o relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica ou Internacional Federation of the Phonographic Industry (IFPI) é, no melhor dos casos, uma mistura de boas e más notícias.
Em âmbito global em 2009, a venda de música caiu 7.2%. No entanto na América Latina o aumento da venda de música digital e dos direitos de execução quase tem compensado as perdas nas vendas do produto físico. Em 2009, os ingressos na América Latina caíram só 0.7% . Para Raúl Vázquez, Diretor Regional da IFPI a América Latina, observa que “em termos macro econômicos, a crise global afetou à América Latina menos que aos Estados Unidos e à Europa. Isso se vê refletido no mercado da música”.
Três países latinos aparecem na lista dos mais de 20 mercados importantes: Espanha, em 10º, Brasil, em 11º, e o México em 18º lugar. Se bem que curiosamente os Estados Unidos se mantêm como o mercado mais importante no mundo, isto não se reflete no mercado latino nos Estados Unidos. “Se considerássemos o mercado latino nos Estados Unidos separadamente, provavelmente não entraria na lista dos 20 mercados mais importantes”, diz Vázquez. “A queda do mercado latino nos EUA nos últimos quatro anos foi dramática.”
O relatório da IFPI marcou também “alguns pontos positivos” no negócio global da música, incluindo o crescimento de 13 mercados, entre eles o Brasil. Além disso, as vendas de música em formato digital cresceram 9.2%, alcançando um valor dez vezes maior que em 2004. Houve também taxas de crescimento em mais de 30 países, incluindo a Argentina onde cresceu mais de 40%.
A vendas em formato digital representam hoje em dia, 14% de todas as vendas de música na América Latina. Isto já supera as cifras na Europa, onde as vendas em formato digital representam 13% do total. As cifras no México são um exemplo importante deste crescimento. Neste país, as vendas em formato digital já compensam as perdas de vendas físicas, um fenômeno que a IFPI chama de “Santo Graal” no negócio da música hoje em dia. (o México é só um dos seis países onde isto ocorreu. Os outros são: Reino Unido, Índia, Coréia do Sul, Tailândia e Austrália).Mas na América Latina o aumento mais notável é na arrecadação por direitos de execução a qual cresceu cerca de 20%. De acordo com o relatório da IFPI, em 2009, o México aumentou sua arrecadação equivalente ao dobro em comparação a 2008. De acordo com Vázquez, isto se deve “nestes últimos anos as sociedades de gestão de produtores, autores e intérpretes (na região) que começaram a dar mais ênfase a esta área de negócio”. Em consequência diz Vázquez, “nos últimos cinco anos se quadruplicou o valor da arrecadação”.
De acordo com a IFPI, a pirataria contínua sendo o maior desafio da indústria da música. Um dos exemplos mais dramáticos no relatório é o da Espanha onde se compartilham arquivos ilegalmente em uma quantidade que “é mais que o dobro da média na Europa”. Coincidentemente desde 1999, o mercado da música caiu 60%. E desde 2004, as vendas de álbuns de novos artistas na Espanha já caiu dois terços. O relatório aponta que o Brasil sofre um problema similar. Para Vázquez “resolvendo o problema da pirataria, grande parte dos problemas da indústria se resolvem.”
Para mais informação visite www.ifpi.org
Tradução: Malu Mesquita
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